sábado, 24 de março de 2007

Há 11 anos...



Um certo armador de 20 anos, problemático (tinha saído da prisão havia dois anos), levava sua universidade, Georgetown, às quartas-de-final depois de derrotar Texas Tech. Onze anos depois de Allen Iverson, Jeff Green levou os Hoyas de volta à elite dos oito. Foi numa cesta decisiva, a menos de três segundos do fim, após passar entre dois jogadores de Vanderbilt. O ginásio de Rutherford, em Nova Jersey, veio a baixo.

Outro que contribuiu para o feito, o grandalhão Roy Hibbert deve integrar a lista de pivôs de sucesso que saíram de G`town: Patrick Ewing, Dikembe Mutombo e Alonzo Mourning.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Acertar é humano



É, pelo visto não nasci para ser pai-de-santo. Dos quatro jogos de ontem, acertei como eles seriam, mas errei os resultados (para sorte de alguns, né sr. Linelson y Castro*?). O jogo de apostas, como no torneio da NCAA, não perdoa quem erra.

A rodada de quinta-feira provou que, se não é possível acertar tudo, então o jeito é tentar errar menos que o oponente.

Kansas, sabendo do ferrolho que viria pela frente contra Southern Illinois, usou da velocidade de seus armadores, particularmente Brandon Rush, que não errou nenhum arremesso em seis tentativas e terminou com 12 pontos, cinco rebotes e cinco assistências.

Texas A&M defendeu melhor os chutes da equipe de Memphis, e confirmou quase metade de suas tentativas. Mas perdeu por um ponto, quando poderia ter vencido se o armador Acie Law IV não tivesse errado uma bandeja num contra-ataque a 46.5 segundos do fim. Pipocou.

A retranca da UCLA não conseguiu conter os arremessos de três de Pittsburgh. Em compensação, foi quase perfeita nos lances livres, ao contrário da rival. O armador Arron Afflalo, dos Bruins, não errou nenhum lance livre e terminou com 17 pontos.

Fechando a noite, Tennessee pagou o preço por achar que o jogo estava liqüidado quando abriu 20 pontos no primeiro tempo. Desperdiçou ataques seguidamente no segundo. Do lado de Ohio State, foi o armador Ron Lewis que não perdeu suas oportunidades e fez após o intervalo 18 dos seus 25 pontos. Não deu outra: vitória histórica dos Buckeyes.

* Aposta é aposta: como Ohio venceu, este colunista aqui é obrigado a citar o nome do colunista do BasketBrasil.


Resultados de quinta-feira:


Kansas 61-58 S. Illinois
Memphis 65-64 Texas A&M
UCLA 64-55 Pittsburgh
Ohio State 85-84 Tennessee

Na hora certa, no lugar certo



Greg Oden, mais uma vez, deixou a desejar. Ficou um bom tempo sem jogar, pendurado com quatro faltas. O pior é que, mesmo contra os baixinhos do Tennessee (Dane Bradshaw, um dos que marcaram Oden, tem apenas 1,93m), ele pegou apenas três rebotes. Mas Oden mostrou, de novo, que tem estrela. Em pouco tempo de quadra, anotou quatro tocos cruciais para a vitória de Ohio State. O último, inclusive, quando Tennessee tinha a bola do jogo, faltanto seis segundos. A jogada era simples: o armador Ramar Smith partiu fulminante numa bandeja que teria dado a vitória aos Volunteers. Oden, então, fez o bloqueio que, provavelmente, estará no Top-10 da semana. Foi surreal.

Novos ares



Faltando quatro anos para o fim do contrato, o técnico Orlando “Tubby” Smith pediu demissão em Kentucky para reerguer o programa de basquete da Universidade de Minnesota. Não que isso seja anormal para quem está no Brasil, acostumado com a dança de treinadores no futebol. Mas no caso da NCAA funciona assim: os jogadores vêm e vão.

Os técnicos ficam.

A situação em Kentucky não era nada boa para Tubby Smith. A fanática torcida da UK, que nunca espera ver o time cair antes das semifinais, pressionava e ao mesmo tempo se desesperava ao ver o futuro das rivais históricas Indiana e Louisville sendo sempre mais promissor. Já pedia a cabeça dele há muito tempo. A paciência de Coach Smith chegou ao fim depois de 10 anos.

Isso tudo porque Tubby tem no currículo apenas a conquista do campeonato de 98 e cinco títulos da conferência SEC, além de ter levado Kentucky a seis aparições nas oitavas-de-final e três nas quartas do torneio da NCAA. Ele também foi o técnico a chegar mais rápido a 100 vitórias no comando da UK desde Adolph Rupp, hoje no Hall da Fama.

Imaginem o que esses torcedores diriam da CBB se fossem brasileiros...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Apostas, apostas e apostas

Flórida

O comitê que decide as chaves do torneio parece ter encontrado a fórmula certa neste ano. Mesmo as duas surpresas das oitavas-de-final, UNLV e Vanderbilt, receberam chaves razoavelmente altas se comparadas com George Mason e outras universidades do passado. Isso mostra como o torneio de 2007 está nivelado e prova mais uma vez que não há times imbatíveis na NCAA. Sendo assim, comprei uma bata nova e consultei os búzios (me livrei da bola de cristal depois dos erros no draft) para ver quem passa à próxima fase. Se os orixás não me falharam, teremos:

FLÓRIDA - Butler já foi longe o suficiente e os Gators não vão querer que a história do jogo contra Vanderbilt se repita. Espero um jogo concentrado nos grandalhões da Flórida. Muito se falou de Al Horford esses dias, mas o homem do jogo será Joakim Noah, que finalmente vai acordar no torneio.

UNLV - Oregon tem pela frente uma excelente defesa de perímetro e Wendell White com 66% de acerto nos arremessos.

KANSAS - Os Jayhawks sempre tiveram dificuldades contra times defensivos, e Southern Illinois se encaixa no quesito "jogo feio, desço o braço, mas sigo adiante". Por isso prevejo um placar modesto, talvez com prorrogação, mas Kansas segue por ter muito mais talento.

PITTSBURGH - Uma escolha bem difícil, mas acredito que a defesa de Pittsburgh e UCLA estejam niveladas. O ataque dos Panthers, contudo, é melhor. Além disso, UCLA ficou muito desgastada fisicamente contra Indiana. Vai ser o jogo de placar mais baixo.

CAROLINA DO NORTE - A USC usou uma defesa de meia quadra e a valorização da posse de bola para vencer Texas. Pena que não funcionará contra a UNC, já que esse é o típico estilo de quem joga na ACC.

GEORGETOWN - Os Hoyas só perdem para Vanderbilt se o adversário acertar a mão.

TENNESSEE - Ohio State vai sentir a pressão. Enquanto isso, os Volunteers, que provaram ter um time equilibrado, vão defender muito bem. A falta de experiência pesa contra Greg Oden e seus companheiros.

TEXAS A&M - Os Aggies têm uma combinação mortal: o segundo menor percentual de acertos adversários e o quinto melhor percentual de acerto de seus arremessos. Além disso, vão jogar praticamente em casa, em San Antonio.

E os brasileiros?


Hatila Passos e Victor Ramalho voltarão para mais um ano na universidade

Aproveito este espaço para responder a uma pergunta do Thiago, que também deve ser a dúvida de muita gente: "Que brasileiro pode pintar na NCAA na próxima temporada?"

Retornarão a seus times os alas-pivô Victor Ramalho (UTEP), Hatila Passos (New Mexico State), Fabio Nass (Miami) e Adenilson Clementino (Prairie View A&M), além dos alas Jonathan Tavernari (BYU) e Leandro Budoltz (South Alabama).

Dois brasileiros acabaram de assinar a carta de intenção para jogar na NCAA: o ala-pivô Luiz Augusto e o pivô Ricardo de Bem. Luiz é paulistano, tem 2,05m e se transferiu da Western Oklahoma para a Universidade de Idaho, depois de ser recrutado por UNLV, Rutgers, New Mexico e San Diego. Ricardo é de Ribeirão Preto, tem 2,08m e se transferiu da Western Nebraska para a Texas Tech, onde vai jogar para o Coach Bob Knight. Nunca vi nenhum dos dois em ação, mas parece que Ricardo é muito bom jogador - inclusive recebeu ofertas para jogar em excelentes programas de basquete, como Indiana, Kansas State, Tennessee, UNLV e Wyoming.

Pode ser que outros brasileiros apareçam mais tarde.

Boa sorte para todos eles!

segunda-feira, 19 de março de 2007

Tragédia grega



Em uma rodada tecnicamente fraca, mas taticamente perfeita, os times que souberam defender melhor conseguiram avançar no torneio. À exceção, claro, de Kansas e Flórida, que venceram graças ao talento individual. Vamos ao nosso giro rápido pelo domingo:

- Quando pisaram em quadra hoje, os jogadores da Universidade do Sul da Califórnia (USC) só tinham duas coisas em mente: parar os companheiros de Kevin Durant e pelo menos dificultar um pouco a vida dele. Os Trojans foram mais eficientes na primeira parte e eliminaram os Longhorns, num verdadeiro épico grego. Mesmo parado com faltas, com dupla e tripla marcação, Durant terminou o jogo com 30 pontos (46% de acerto), nove rebotes, dois tocos e uma roubada. Não foi suficiente...

- Na arena do Chicago Bulls, a grande vencedora do passado, Kentucky, fez o clássico contra a grande vencedora do presente, Kansas. Mais uma vez, os Jayhawks acertaram a mão e levaram vantagem por conta de seus talentos individuais: Julian Wright, Mario Chalmers e Brandon Rush. Irmão do ex-canhotinho do Lakers Kareem Rush, Brandon acertou seis dos sete arremessos de três que tentou. Kansas terminou o jogo com 62.5% de acerto do perímetro.

- Em Nova Orleans, Flórida teve um começo de jogo complicado contra Purdue e só conseguiu reagir no fim do primeiro tempo, quando tirou seis pontos de vantagem. Os Boilermakers fizeram a escolha de anular os armadores adversários, esquecendo de Al Horford. Ou seja, se deram muito mal. Destaque dos Gators, o dominicano anotou 17 pontos, nove rebotes, três roubadas e um toco.

O torneio agora sofre uma parada obrigatória de três dias para as equipes descansarem e viajarem ao encontro do próximo oponente.

Quinta-feira tem mais!

Resultados de domingo:

Tennessee 77-74 Virginia
Florida 74-67 Purdue
UNLV 74-68 Wisconsin
S. Illinois 63-48 Virginia Tech
Oregon 75-61 Winthrop
Memphis 78-62 Nevada
Kansas 88-76 Kentucky
USC 87-68 Texas

Futuro incerto



Com a eliminação de Texas, Kevin Durant provavelmente voltará para Austin cheio de dúvidas na cabeça. Umas semanas atrás, o companheiro de time DJ Augustine revelou para a imprensa que Kevin já dava como certo seu retorno para o time ano que vem. Por outro lado, crescem os boatos de que o melhor jogador da conferência Big 12 vai entrar para o draft, entre outros fatores, graças ao esforço de certos cartolas.

Durante todo o campeonato, KD fez o que se esperava dele. Infelizmente, pesou a inexperiência de um time de primeiro-anistas - que cedeu à NBA ano passado LaMarcus Aldridge, Daniel Gibson e PJ Tucker. Durant não sentiu o gostinho de jogar contra Greg Oden, como provavelmente queria o comitê organizador das chaves.

Se retornar, as chances de ser campeão da NCAA serão enormes, mas se for para a NBA, terá a ingrata missão de reerguer uma franquia. Além, claro, de acabar numa situação semelhante à de Kevin Garnett ou Allen Iverson, carregando o piano de um time que não consegue juntar as peças necessárias para disputar um título.

E você, se fosse Durant, voltaria para a universidade ou iria para a NBA?

Que susto!



Faltando oito minutos para o fim do segundo tempo, o armador e cestinha de Memphis, Chris Douglas-Roberts, torceu o tornozelo esquerdo. Ele agora é dúvida para o próximo jogo dos Tigers na quinta-feira, em San Antonio, contra Texas A&M. Nessa hora, a vontade de jogar supera a dor e, de acordo com o armador, ele jogará. Douglas-Roberts vem mantendo média de 16 pontos e quatro rebotes.

domingo, 18 de março de 2007

Fervendo


Mike Conley Jr, de Ohio State, marcou na prorrogação 11 dos seus 21 pontos


O segundo round começou pegando fogo. Três das oito partidas disputadas neste sábado tiveram prorrogações.

- Faltou muito pouco para a equipe de Greg Oden dar um tremendo vexame na frente de milhares de espectadores. O bom time de Xavier vencia Ohio State por nove pontos, faltando dois minutos para o fim. Depois, Oden foi desqualificado com a quinta falta. Sem ele, os Buckeyes pareciam fadados ao fracasso, quando uma bola milagrosa do armador Ron Lewis entrou faltando três segundos. A partida foi à prorrogação e o armador Mike Conley Jr salvou Ohio State com 11 de seus 21 pontos no tempo extra.

- Em jogo duro e truncado, Texas A&M passou por maus bocados para derrotar Louisville. Pressionando a quadra toda, os Cardinals conseguiram parar o ataque dos Aggies e forçaram o jogo mano-a-mano. Mas o armador da A&M Acie Law IV garantiu a vitória com 17 de seus 26 pontos na segunda metade. O jogo terminou com 51 faltas, 23 desperdícios, apenas 14 assistências, um jogador eliminado e oito pendurados com quatro faltas.

- Nossa candidata a Cinderela do ano, Vanderbilt, aprontou de novo. Os Commodores precisaram de duas prorrogações para derrubar Washington State. Os destaques de Vandy foram os alas Shan Foster e Derrick Byars, que jogaram os últimos cinco minutos do tempo normal e as duas prorrogações pendurados com quatro faltas, mas mesmo assim combinaram 47 pontos.

Resultados de sábado:

Ohio State 78-71 Xavier (prorrogação)
Butler 62-59 Maryland
Texas A&M 72-69 Louisville
Vanderbilt 78-74 Washington St (dupla prorrogação)
Georgetown 62-55 Boston College
Pittsburgh 84-79 Virginia Commonwealth (prorrogação)
UNC 81-67 Michigan State
UCLA 54-49 Indiana

Valorizado demais?

Greg Oden

Começo a questionar se Oden um dia vai levar um time a uma dinastia. Parece absurdo dizer isso alguns meses após ter dedicado uma coluna inteira a ele (clique aqui para ver). Não que Oden tenha desaprendido a jogar. Mas a impressão que fica é a que a mídia americana o valorizou demais. No começo, diziam que ele seria o novo Bill Russell. Depois passou para David Robinson, Pat Ewing... o fato é que o pivô tem muito talento, sim, tanto para defender quanto para atacar. Mas não tem sido dominante ultimamente. Fica aí uma interrogação.

Na sua tela

A ESPN e a Bandsports tem mostrado alguns jogos do torneio até agora, mas se você estiver interessado em outros pode acessar:

http://www.sportsline.com/collegebasketball/scoreboard

Para ver qualquer jogo é só clicar em "Free Live Video" . Depois é só registrar e ver os jogos. Tudo de graça.